quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O que Restou

Estava eu fugindo do amor, evitando correr o risco de cair nas armadilhas dele novamente; enquanto isso você, com seu jeito único e meigo, me provava – mesmo sem querer – que o amor não era tão ruim quanto eu pensava e que senti-lo poderia ser a melhor coisa do mundo.

Voltei a acreditar na beleza dos sentimentos, na beleza de um novo amor que nasceu em mim. Nasceu para que eu pudesse dá-lo a você e retribuir tudo de maravilhoso que passou a habitar em meu coração quando te conheci. Sonhos, esperança... Vida. A vida tornou-se bela e colorida, passei a ver as coisas com outros olhos, passei a ver as dificuldades como detalhes, detalhes que eram esquecidos quando eu lembrava que tinha você ao meu lado, detalhes que ficavam ainda menores com seu abraço acolhedor e seu sorriso cativante.

Em você eu vi um novo futuro, com você fiz novos planos e consegui esquecer o passado amargo que me mantinha como prisioneiro; a doçura de suas palavras tirou o chão dos meus pés e me fez olhar além. Era tudo tão diferente e, junto contigo, eu estava livre para amar e ser amado, livre para enxergar a perfeição de tudo. Perfeição assistida pela natureza numa noite de sexta-feira; noite em que as ondas selaram o que seria eterno, noite em que o mar silenciou para apreciar o nosso amor.

Por fim, nossa eternidade durou apenas um momento. Mesmo diferente no início, o fim é sempre o mesmo. O que era tão doce, agora, nem sal mais têm. Por ser maior que o sentimento, a decepção de não mais te conhecer foi minha cura. Seu novo ser fez-me prosseguir e deixar para trás lembranças de um grande amor que nunca existiu.


“(...) rosas mortas pra você.”

9 comentários:

Zé Eduardo, vulgo disse...

da hora essa texto!

diz bem o que é um sentimento que leva a pessoa do céu ao inferno em pouco tempo e também, mostra que mais uma poser passou por ai!

um dia acharemos!

Celo Aglio disse...

lindo, simplesmente.
deixar o coração gritar é a melhor cura e a maior danação.

Luiz Coelho disse...

Caro Tiago,

pois é, tb não lembro a ocasião em que te falei desse texto. Volte sempre,
L.

Beatriz Araujo disse...

lindo o texto ♥

o meu último amor foi uma coisa qe me machucou muito. espero nunca mais sofrer assim. me mande scraps se quiser saber da histooria dele :D

AAH, sim, não entender nada daqele texto é fato, tem algumas coisas qe só eu e ele entendemos *-* uma coisa vooc pode saber: sr. ternurinha é um cavalo de pelúcia qe eu tenho até hooje.

Polêmica disse...

O amor, para mim, é o maior sentimeto que existe por isso que ele é tão dolorido quando acaba, quando nos decepcionamos!
Tem até uma música que diz "o amor faz a gente sorrir e chorar".

Beijão!

***Gisele*** disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
***Gisele*** disse...

Aff... Quem melhor do que EU pra concordar com todas as palavras do Tico?
Afinal fui eu que fiz ele mergulhar nesse amor que não era nada doce...
Realmente ele estampou o que passou, ainda que cortou as piores partes da decepção que teve...Mas é a vida...
" cuidado qdo for seu coração entregar, sem carinho pode quebrar, a vida é linda ,mas há sempre alguém que jamais soube o que é amar"...
Mas o que realmente importa é que eu AMO o Tico hehe...

Rebecca Garcez. disse...

gostei muito... mesmo!

cas disse...

Confesso que cheguei aqui por causa de um comentário que o Tiago deixou no meu papo de botequim (http://papodebotequim.wordpress.com/2008/12/08/dagomir-marquezi-nao-usa-siglas/).
Quando vi o estilo do blog, me lembrei de um colega, sobre a diferença de gerações.
Vou em seguida colocar essa historinha do meu colega no http://papodebotequim.wordpress.com/.
Tá a fim? Vai lá!